Arlindo Cruz em Joinville

Publicado em agosto 9, 2010

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O grande sambista Arlindo Cruz estará em Joinville no dia 21/08 na Associação Atlética Tupy, lançando seu DVD Acústico MTV.

O evento começará às 22h com a abertura dos grupos Berasamba, Ana Clara e Di Presença.

Quem comprar um dos 500 primeiros ingressos ganhará um DVD.
Com certeza um grande show!!!

BIOGRAFIA

Um dos compositores de sambas mais gravado do Brasil, Arlindo Cruz é nome dos mais importantes dentro do gênero.

O contato com o samba começou cedo na vida de Arlindo. Aos sete anos, no Rio de Janeiro, já ganhava seu primeiro cavaquinho. Na adolescência, chegou a frequentar escolas de música, mas a formação como sambista não viria de meios acadêmicos ou formais.

Ainda jovem, conheceu o gênio Candeia em rodas de samba. O sambista se tornaria padrinho musical de Arlindo. Juntos, gravariam um compacto e um LP. Em ambos, Arlindo tocou cavaquinho.

Aos 15 anos, partiu para Minas Gerais para estudar na escola militar cadetes do Ar. o que poderia ser uma interrupção no crescimento musical tornou-se oportunidade para criar as primeiras composições. Em Poços de Caldas e Barbacena ele participou de festivais de música, defendendo composições próprias.

A saída da Aeronáutica possibilitou o passo mais importante de sua carreira. De volta ao Rio, Arlindo passou a ser presença constante nas rodas de samba do Cacique de Ramos, ao lado de nomes como Jorge Aragão, Beto sem Braço, Ubirani, Almir Guineto e Beth Carvalho.

Foi lá também que ele conheceu Sombrinha, outro jovem talento que despontava e que, posteriormente, se tornaria seu parceiro.

Monarco, Joyce, Arlindo, Dna Ivone Lara, Moreira da Silva, Beth Carvalho, Roberto Ribeiro e Elza Soares

Monarco, Joyce, Arlindo, Dna Ivone Lara, Moreira da Silva, Beth Carvalho, Roberto Ribeiro e Elza Soares

O Cacique de Ramos, celeiro de mentes criativas e berço do samba de qualidade, abraçou Arlindo. Jorge Aragão, que na época integrava o Fundo de Quintal, partiu em carreira solo. Os demais membros do grupo convidaram então Arlindo para preencher a vaga aberta.

Começava aí uma bem sucedida história de 12 anos, rendendo clássicos do samba carioca como “Seja sambista também”, “Só Pra Contrariar”, “Castelo Cera, “O Mapa da Mina” e “Primeira Dama”.

Com mais de 550 músicas gravadas por gente do calibre de Zeca Pagodinho (“Bagaço de Laranja”, “Casal Sem Vergonha”, “Dor de Amor”…) e Beth Carvalho (“Jiló com Pimenta”, “Partido Alto Mora no meu Coração”, “A Sete Chaves”…), Arlindo ainda teria outro mérito dentro do gênero: popularizou o uso do banjo no samba, instrumento que se tornou sua marca registrada.

Após a saída do Fundo de Quintal, em 1993, ele firmou parceria com Sombrinha. A dupla gravaria seis discos, antes de ambos seguirem em carreira solo.

Na segunda metade da década de 90, Arlindo começou uma aproximação maior com o carnaval carioca. Ele compôs diversos sambas enredos para sua escola, a Império Serrano, e também para a Grande Rio.

Arlindo Cruz

Entre o final dos anos 90 e os anos 2000, Arlindo lançaria uma série de ótimos álbuns, com aval da crítica e do público. Seu último disco de inéditas foi “Sambista Perfeito”, de 2007.

Agora, em 2009, está lançando “MTV Ao Vivo Arlindo Cruz”, com participações de Beth Carvalho, Marcelo D2 e Zeca Pagodinho.

Publicado em: Biografias, Eventos